
Procuro-te por entre um suspiro e uma música que já tocou demasiadas vezes na rádio, mas que toda a gente esqueceu…
Eu ainda me recordo dela e de ti, mesmo sabendo que a adrenalina do início, o desejo de um começo, a sensação de ouvirmos pela primeira vez a música perfeita já se esvaiu por entre lufadas de ar fresco que nos assolam.
Continuo a amar-te como no primeiro dia que te vi; a maneira como os teus olhos sorriem para mim quando falas de qualquer coisa que te deslumbra, o teu tique nervoso, para manter os óculos no nariz, o teu sorriso delicioso, continuo a amá-los também, sem que tu saibas, sem que tu pressintas, sem que eu deixe que isso influencie a maneira como te vejo, a maneira como comunico contigo…
Contigo aprendi que há coisas tão perfeitas que se quisermos apelidá-las, materializá-las, as acabamos por estragar, por denegrir…Tu és isso! Disse que te amava, mas talvez SÓ sinta algo que tu nem pressintas mas que dentro de mim é tão arrebatador, tão forte, quase lendário, que eu pretendo que se torne imperceptível aos olhos de todos.
Todavia, que maneira tenho eu de esconder algo tão fundo, só pelo medo de ser relativizado? Não sei…Sei que, por mim, tenho de fazê-lo, por agora, para que um dia te possa mostrar tudo, sem que mo peças, sem que me retribuas, sem que te sintas obrigado a aceitar a minha caixinha, com um laço fino azul, onde se encontrará a pureza do que havia sentido, sentia, sinto e sentirei.
Vejo a tua silhueta por entre um nevoeiro convidativo de uma manhã fresca de Primavera. Trazes uma caixa com um laço, não lhe sei distinguir a cor…Vens a assobiar e trazes um sorriso nos lábios carnudos, que deixam ver os perfeitos dentes brancos, que não vislumbro mas não me privo de imaginar…
Ainda não foi a vez da minha caixa…Alguém se terá adiantado e disputado esse lugar…
Talvez a minha caixa seja maior, ainda não acabei de construí-la.
Eu ainda me recordo dela e de ti, mesmo sabendo que a adrenalina do início, o desejo de um começo, a sensação de ouvirmos pela primeira vez a música perfeita já se esvaiu por entre lufadas de ar fresco que nos assolam.
Continuo a amar-te como no primeiro dia que te vi; a maneira como os teus olhos sorriem para mim quando falas de qualquer coisa que te deslumbra, o teu tique nervoso, para manter os óculos no nariz, o teu sorriso delicioso, continuo a amá-los também, sem que tu saibas, sem que tu pressintas, sem que eu deixe que isso influencie a maneira como te vejo, a maneira como comunico contigo…
Contigo aprendi que há coisas tão perfeitas que se quisermos apelidá-las, materializá-las, as acabamos por estragar, por denegrir…Tu és isso! Disse que te amava, mas talvez SÓ sinta algo que tu nem pressintas mas que dentro de mim é tão arrebatador, tão forte, quase lendário, que eu pretendo que se torne imperceptível aos olhos de todos.
Todavia, que maneira tenho eu de esconder algo tão fundo, só pelo medo de ser relativizado? Não sei…Sei que, por mim, tenho de fazê-lo, por agora, para que um dia te possa mostrar tudo, sem que mo peças, sem que me retribuas, sem que te sintas obrigado a aceitar a minha caixinha, com um laço fino azul, onde se encontrará a pureza do que havia sentido, sentia, sinto e sentirei.
Vejo a tua silhueta por entre um nevoeiro convidativo de uma manhã fresca de Primavera. Trazes uma caixa com um laço, não lhe sei distinguir a cor…Vens a assobiar e trazes um sorriso nos lábios carnudos, que deixam ver os perfeitos dentes brancos, que não vislumbro mas não me privo de imaginar…
Ainda não foi a vez da minha caixa…Alguém se terá adiantado e disputado esse lugar…
Talvez a minha caixa seja maior, ainda não acabei de construí-la.
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