Estás aí, no teu sítio, no teu lugar revigorante, e eu vejo-te…
Tenho saudades tuas e já não o devia sentir…
Vejo-te em todo o lado, revejo-te em todos os gestos, sinto-te em todos os locais surpreendentes que imagino, tu estás sempre lá, com o teu sorriso envolvente, os teus olhos brilhantes, a tua face irresistível…
Sei que estás em paragens tão mais longínquas do que aquelas onde eu vou parando, bebendo e pensando em ti, enquanto repouso, na minha carinhosa recordação, mas não consigo deixar de fazê-lo...
Na minha imaginação suspiro, enquanto te espero num final de tarde solarengo, quando o sol desce e beija o rio, no horizonte. Também queria beijar-te num final de tarde que não seja fictício, contudo, tu estás na outra margem, e o pequeno barco salva-vidas que oscila do meu lado da margem não tem remos; não posso remar sozinha e tu insistes em permanecer do teu lado da margem, onde eu só te poderei imaginar.
Quero-te tanto…
Quero envolver-te nos meus braços, quero mostrar-te um lado diferente que nunca viste, um lado que nem eu sabia que existe, um lado tremendamente trémulo, como o salva-vidas no meu lado da margem, um lado que precisa de alguém para caminhar, para deixar de se segurar a pequenos pilares que vai encontrando e que não conferem segurança, nunca testemunham valor, nunca merecem que, enfim, ele aprenda a andar autonomamente.
Podia ser amor, mas continuo a saber que tudo o que tenho é contemplar-te do meu lado da margem, enquanto tu divagas na tua margem, sem saberes que me sorris, sem perceberes…
Quero acabar-te em mim…
Quero acabar-te, porque sei que nunca sussurrarás na minha almofada.
Perdi-te, sem um dia sequer te ter…
Um dia o meu pequeno salva-vidas atracará num pilar seguro…
Tenho saudades tuas e já não o devia sentir…
Vejo-te em todo o lado, revejo-te em todos os gestos, sinto-te em todos os locais surpreendentes que imagino, tu estás sempre lá, com o teu sorriso envolvente, os teus olhos brilhantes, a tua face irresistível…
Sei que estás em paragens tão mais longínquas do que aquelas onde eu vou parando, bebendo e pensando em ti, enquanto repouso, na minha carinhosa recordação, mas não consigo deixar de fazê-lo...
Na minha imaginação suspiro, enquanto te espero num final de tarde solarengo, quando o sol desce e beija o rio, no horizonte. Também queria beijar-te num final de tarde que não seja fictício, contudo, tu estás na outra margem, e o pequeno barco salva-vidas que oscila do meu lado da margem não tem remos; não posso remar sozinha e tu insistes em permanecer do teu lado da margem, onde eu só te poderei imaginar.
Quero-te tanto…
Quero envolver-te nos meus braços, quero mostrar-te um lado diferente que nunca viste, um lado que nem eu sabia que existe, um lado tremendamente trémulo, como o salva-vidas no meu lado da margem, um lado que precisa de alguém para caminhar, para deixar de se segurar a pequenos pilares que vai encontrando e que não conferem segurança, nunca testemunham valor, nunca merecem que, enfim, ele aprenda a andar autonomamente.
Podia ser amor, mas continuo a saber que tudo o que tenho é contemplar-te do meu lado da margem, enquanto tu divagas na tua margem, sem saberes que me sorris, sem perceberes…
Quero acabar-te em mim…
Quero acabar-te, porque sei que nunca sussurrarás na minha almofada.
Perdi-te, sem um dia sequer te ter…
Um dia o meu pequeno salva-vidas atracará num pilar seguro…