Já não sei o que sou…
Nada do que fui interessa agora…
Nada do que fiz é agora enlevado num altar colorido, decorado com não sei quantos símbolos de idílico valor…
Já não me reencontro no que me pertencia e dificilmente me encontro no que me pertence…Afinal, que me pertence, para além dum tudo e dum nada, juntos, caminhando alegremente, de mãos enlaçadas, ao longo duma estrada calma e coberta de sol?
Ninguém consegue entender que lá fora existe uma guerra para enfrentar, milhentas batalhas tenebrosas para vencer?
Nem tu, que te escondes por detrás dos meus cortinados verdes, todos os dias…nem tu, que és a minha consciência consegues ver isso?
NINGUÉM? Para onde foram todos? Os de ontem, os de hoje, os de amanhã? PARA ONDE?
Não consigo sentir, ainda assim, que tudo seja errado…Este momento, os últimos momentos, os próximos momentos…Sorrio enquanto penso nisto; sorrio pelo sorriso delicado e polido com que respondo às mesmas perguntas de sempre….Sem nunca responder às perguntas!...
Estradas…não passam de caminhos que se cruzam, dum bando de equilíbrios e desequilíbrios, pelas escolhas certas e pelas escolhas erradas…Também magoam, mas também cicatrizam…Mas donde me surgiram as estradas? Eis uma pergunta a que respondo sempre com o tal sorriso…Escolhi, porque as minhas pernas sempre quiseram caminhar para lá, sem que eu sequer pensasse nesse movimento automatizado.
Estradas…somos nós que as fazemos…Abrimos os olhos, ponderamos (muito ou pouco, não interessa) e simplesmente construímo-las, sem obter permissões hediondas…
Ainda há olhares presos na minha estrada…Não quero olhos presos no meu caminho! Só quero os que me abrem os braços e me ajudam a caminhar, quando, ao final do dia, os músculos já estão demasiado contraídos, o esqueleto já me dói, o corpo já pesa…Só quero os que estarão a erguer-me depois duma queda, suscitada pelo vacilar na decisão do próximo trilho…
Não sei…
Não sei como vai ser o desenovelar da nossa guerra, nem sei mesmo donde ela surgiu…Há tanto que não sei!...
Há tanto que um dia gostava de saber…
Fecho os olhos e deixo os movimentos guiarem-me no caminho, na estrada que vou percorrendo…Para quê questioná-la? Para quê saber quando chega ao fim? Para quê saber se existe algum sentido proibido, sentido obrigatório ou inversão de marcha?
Não interessa…só interessa segui-la…Por mais árduo que seja o caminho…
Porque afinal, há sempre uma maneira de recomeçar o que se quiser…
Recomeçar a marcha e enfrentar a batalha que se avizinha….
Nada do que fui interessa agora…
Nada do que fiz é agora enlevado num altar colorido, decorado com não sei quantos símbolos de idílico valor…
Já não me reencontro no que me pertencia e dificilmente me encontro no que me pertence…Afinal, que me pertence, para além dum tudo e dum nada, juntos, caminhando alegremente, de mãos enlaçadas, ao longo duma estrada calma e coberta de sol?
Ninguém consegue entender que lá fora existe uma guerra para enfrentar, milhentas batalhas tenebrosas para vencer?
Nem tu, que te escondes por detrás dos meus cortinados verdes, todos os dias…nem tu, que és a minha consciência consegues ver isso?
NINGUÉM? Para onde foram todos? Os de ontem, os de hoje, os de amanhã? PARA ONDE?
Não consigo sentir, ainda assim, que tudo seja errado…Este momento, os últimos momentos, os próximos momentos…Sorrio enquanto penso nisto; sorrio pelo sorriso delicado e polido com que respondo às mesmas perguntas de sempre….Sem nunca responder às perguntas!...
Estradas…não passam de caminhos que se cruzam, dum bando de equilíbrios e desequilíbrios, pelas escolhas certas e pelas escolhas erradas…Também magoam, mas também cicatrizam…Mas donde me surgiram as estradas? Eis uma pergunta a que respondo sempre com o tal sorriso…Escolhi, porque as minhas pernas sempre quiseram caminhar para lá, sem que eu sequer pensasse nesse movimento automatizado.
Estradas…somos nós que as fazemos…Abrimos os olhos, ponderamos (muito ou pouco, não interessa) e simplesmente construímo-las, sem obter permissões hediondas…
Ainda há olhares presos na minha estrada…Não quero olhos presos no meu caminho! Só quero os que me abrem os braços e me ajudam a caminhar, quando, ao final do dia, os músculos já estão demasiado contraídos, o esqueleto já me dói, o corpo já pesa…Só quero os que estarão a erguer-me depois duma queda, suscitada pelo vacilar na decisão do próximo trilho…
Não sei…
Não sei como vai ser o desenovelar da nossa guerra, nem sei mesmo donde ela surgiu…Há tanto que não sei!...
Há tanto que um dia gostava de saber…
Fecho os olhos e deixo os movimentos guiarem-me no caminho, na estrada que vou percorrendo…Para quê questioná-la? Para quê saber quando chega ao fim? Para quê saber se existe algum sentido proibido, sentido obrigatório ou inversão de marcha?
Não interessa…só interessa segui-la…Por mais árduo que seja o caminho…
Porque afinal, há sempre uma maneira de recomeçar o que se quiser…
Recomeçar a marcha e enfrentar a batalha que se avizinha….