Desci as escadas e entrei naquele compartimento escuro que sentia ser meu…
Procurei-te em todos os recantos, onde um dia julguei deixar-te, onde um dia julgara ter-te perdido; procurei-te no chão, ainda amarrotado pela minha memória; procurei-te no meu corpo, na minha pele, nas minhas palavras… Por que voltaste às minhas recordações? Por que acicataste o meu coração, derreteste o meu cepticismo, despertaste a frieza dos meus sentimentos?
A imensidão de porquês devassam os meus pensamentos, enlouquecendo-me gentil e docilmente. Caí eu nesta loucura desmedida de pensar em ti, de gostar de ti, quiçá de amar-te só por um olhar meigo, só por um jeito rebelde, só por uma amizade honesta que me confundiu e agora me faz sofrer.
Rastejo pelo chão imundo e poeirento que me sustenta, arranho as costas, escorio os braços, esfolo as pernas…Quero expulsar-te de mim, mas não me consigo limpar de ti. Choro compulsivamente por mim, também por ti, mas sem dar por isso, pois sei que jamais te terei, sei que jamais te encontrarei naquela cave obsoleta de memórias e sentimentos que deitei a perder depois de carregá-los dentro de mim.
Dói saber-te noutro qualquer lado, a ser banhado com quaisquer outros sorrisos e presenças que me não pertencem. Quanto mais tento proporcionar e tentar a encruzilhada que nos possa vir a unir, mais vãs se revelam tais vis tentativas, que tu já conseguiste vislumbrar…Sinto-me inútil neste jogo de sentimentos que me inunda e me faz sentir tantas vezes ignara por te amar sem esperar nada em troca, por te querer sem ter o mais pequeno toque das tuas mãos, tão longas e grossas, tão repreensivelmente atraentes.
Amo-te e tu não sabes; amo-te e ninguém sabe; desejo-te mas sei que ter-te não passa duma quimera alimentada por um sentimento quase invisível todavia destruidor.
Procurei-te em todos os recantos, onde um dia julguei deixar-te, onde um dia julgara ter-te perdido; procurei-te no chão, ainda amarrotado pela minha memória; procurei-te no meu corpo, na minha pele, nas minhas palavras… Por que voltaste às minhas recordações? Por que acicataste o meu coração, derreteste o meu cepticismo, despertaste a frieza dos meus sentimentos?
A imensidão de porquês devassam os meus pensamentos, enlouquecendo-me gentil e docilmente. Caí eu nesta loucura desmedida de pensar em ti, de gostar de ti, quiçá de amar-te só por um olhar meigo, só por um jeito rebelde, só por uma amizade honesta que me confundiu e agora me faz sofrer.
Rastejo pelo chão imundo e poeirento que me sustenta, arranho as costas, escorio os braços, esfolo as pernas…Quero expulsar-te de mim, mas não me consigo limpar de ti. Choro compulsivamente por mim, também por ti, mas sem dar por isso, pois sei que jamais te terei, sei que jamais te encontrarei naquela cave obsoleta de memórias e sentimentos que deitei a perder depois de carregá-los dentro de mim.
Dói saber-te noutro qualquer lado, a ser banhado com quaisquer outros sorrisos e presenças que me não pertencem. Quanto mais tento proporcionar e tentar a encruzilhada que nos possa vir a unir, mais vãs se revelam tais vis tentativas, que tu já conseguiste vislumbrar…Sinto-me inútil neste jogo de sentimentos que me inunda e me faz sentir tantas vezes ignara por te amar sem esperar nada em troca, por te querer sem ter o mais pequeno toque das tuas mãos, tão longas e grossas, tão repreensivelmente atraentes.
Amo-te e tu não sabes; amo-te e ninguém sabe; desejo-te mas sei que ter-te não passa duma quimera alimentada por um sentimento quase invisível todavia destruidor.