Entrei no nosso café e dirigi-me à mesa habitual. Estava vazia.
Esvaziaram os cinzeiros que deixámos lá ontem à noite, limparam minuciosamente a mesa que sujámos, lavaram o chão onde abandonámos as nossas malas, casacos e afins. Parecia que nem tínhamos passado ali a noite, a partilhar histórias, confissões, confusões e piadas cruéis, que sempre disparávamos na direcção uns dos outros, sem sequer nos importarmos se faziam mossa.
Sentei-me e pedi o meu café e o habitual copo com água, enquanto sorria e falava com a rapariga que estava lá sempre, como nós.
Estava um sol muito brilhante, um dia quente de Verão, como tantos outros. Olhei pela janela, esperando algo que não viria. Olhei o visor invulgarmente desocupado do telemóvel e sorri. Sim, estupidamente sorri, como que num ímpeto de intelectualidade, em que me ouvia a sussurrar-me “tens razão”.
Tinha razão, e de que serviria? Vocês também tinham razão, de que vos serviria?
O sol incomodava-me agora, tal como o calor. Paguei o meu café e saí. Hoje já não vos achei lá, talvez amanhã também não vá encontrar porque, afinal, aquele já não era o meu café nem a minha mesa, aquela já não era eu, nem os tipos da mesa ao lado eram vocês.
Vou ter saudades vossas…
Esvaziaram os cinzeiros que deixámos lá ontem à noite, limparam minuciosamente a mesa que sujámos, lavaram o chão onde abandonámos as nossas malas, casacos e afins. Parecia que nem tínhamos passado ali a noite, a partilhar histórias, confissões, confusões e piadas cruéis, que sempre disparávamos na direcção uns dos outros, sem sequer nos importarmos se faziam mossa.
Sentei-me e pedi o meu café e o habitual copo com água, enquanto sorria e falava com a rapariga que estava lá sempre, como nós.
Estava um sol muito brilhante, um dia quente de Verão, como tantos outros. Olhei pela janela, esperando algo que não viria. Olhei o visor invulgarmente desocupado do telemóvel e sorri. Sim, estupidamente sorri, como que num ímpeto de intelectualidade, em que me ouvia a sussurrar-me “tens razão”.
Tinha razão, e de que serviria? Vocês também tinham razão, de que vos serviria?
O sol incomodava-me agora, tal como o calor. Paguei o meu café e saí. Hoje já não vos achei lá, talvez amanhã também não vá encontrar porque, afinal, aquele já não era o meu café nem a minha mesa, aquela já não era eu, nem os tipos da mesa ao lado eram vocês.
Vou ter saudades vossas…
(E não sei bem como vos dizer que já tenho.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário