sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

E hoje é para ti maluca

Desci as escadas que davam para a entrada duma saída…

Vi-te, no cimo das escadas que me fugiam por baixo dos pés, acenando-me…

Não sabia que caminho ia seguir, simplesmente fugia do tudo e do nada; de tanto e de tão pouco; de mim e dos outros; dos sentimentos e da razão;

E tu, de súbito, cessaste aquele aceno doce e imperscrutável, que, por momentos, me deu forças para seguir o meu incógnito caminho, mas que logo de seguida, sem me avisar, me cerrou os punhos, me fez parar e pensar…

Tu fazes-me pensar, tu fazes-me parar para pensar…

Quando encostas a minha cabeça no teu peito e me deixas chorar, como uma criança; quando me acaricias a face e me cobres a nuca de beijos meigos, doces; quando me mostras que és o meu ninho, apesar de tudo o que possa acontecer.

As minhas solitárias lágrimas salgadas hoje atraiçoaram-me; tu, uma vez mais, agarraste em mim e disseste que me amavas, que compreendias o turbilhão de sentimentos e dor que me inundavam. Tu compreendes sempre, não é?

O sabor inóspito da solidão, pela primeira vez em tempos, deixava-me na boca um travo a fel.

Explodi, hoje explodi, tu, e aqueloutra desvairada, atraíram-me lágrimas, na aflição de mas suspenderem…Nenhuma de vós conseguiu, nem tu.

Foste tu, uma vez mais, que me fizeste olhar para trás e subir as escadas novamente.

Cobriste-me o corpo trémulo nas roupas da tua cama.

Ficaste a ver-me adormecer.

Acompanhaste-me os meus pesadelos, enquanto me limpavas os suores frios que escorriam pelas faces requeimadas de incertezas e dores incompreensíveis.




"Come what may, I will love you until my dying day."
(hoje foi finalmente para ti!!!)