Esquecera o que era sentir a luz do dia.
Esquecera o que era respirar ar puro.
Esquecera a comunhão com a Natureza.
Esquecera a essência e o mais simples.
Não se questionava agora, mas tentava lembrar-se do antes.
Soergueu-se cautelosamente, visto nada recordar do antes, quando as quatro paredes que limitavam aquele espaço escuro não estavam amarelecidas e a luz entrava livremente, e não por frestas minúsculas.
O corpo reconhecia agora o chão que pisava e o caminho para a janela. Precisava de ver toda aquela luz, de respirar todo o ar puro, de sentir o exterior a entrar por aquela janela, durante tanto tempo cerrada, enclausurando-a.
Um casal de pássaros chilreava no cimo da antena do vizinho da frente; parecia feliz, tal como as pessoas que passavam na rua, sem a pressa de fugir do sol radiante, que chicoteava o seu corpo, os seus braços, a sua face.
A sensação que a inundava agora não lhe era estranha, reconhecia-a algures numa existência que tivera. Não sabia o que fazer-lhe, não sabia se havia de amarrotá-la e deitá-la para bem longe, ou se havia de encará-la, ou se havia de alimentá-la…Simplesmente não sabia.
Acendeu um cigarro, reconhecendo-o como amigo de longa data, sem sequer saber que ele existia, no fundo da sua mala coberta de pó, pela falta de uso. Bafejou-o, procurando conselhos e caminhos, que deveria palmilhar. Não obteve respostas.
Fechou a janela, vestiu a roupa que se encontrava incrivelmente engomada e arrumada numa das suas gavetas que costumavam estar desordenadas, agarrou nas chaves e saiu, em busca do que lhe provocava a estranheza de sensações mas que, em simultâneo, lhe era familiar.
Simplesmente não sabia e esquecera, mas achava que nunca era tarde para voltar a descobrir…
Esquecera o que era respirar ar puro.
Esquecera a comunhão com a Natureza.
Esquecera a essência e o mais simples.
Não se questionava agora, mas tentava lembrar-se do antes.
Soergueu-se cautelosamente, visto nada recordar do antes, quando as quatro paredes que limitavam aquele espaço escuro não estavam amarelecidas e a luz entrava livremente, e não por frestas minúsculas.
O corpo reconhecia agora o chão que pisava e o caminho para a janela. Precisava de ver toda aquela luz, de respirar todo o ar puro, de sentir o exterior a entrar por aquela janela, durante tanto tempo cerrada, enclausurando-a.
Um casal de pássaros chilreava no cimo da antena do vizinho da frente; parecia feliz, tal como as pessoas que passavam na rua, sem a pressa de fugir do sol radiante, que chicoteava o seu corpo, os seus braços, a sua face.
A sensação que a inundava agora não lhe era estranha, reconhecia-a algures numa existência que tivera. Não sabia o que fazer-lhe, não sabia se havia de amarrotá-la e deitá-la para bem longe, ou se havia de encará-la, ou se havia de alimentá-la…Simplesmente não sabia.
Acendeu um cigarro, reconhecendo-o como amigo de longa data, sem sequer saber que ele existia, no fundo da sua mala coberta de pó, pela falta de uso. Bafejou-o, procurando conselhos e caminhos, que deveria palmilhar. Não obteve respostas.
Fechou a janela, vestiu a roupa que se encontrava incrivelmente engomada e arrumada numa das suas gavetas que costumavam estar desordenadas, agarrou nas chaves e saiu, em busca do que lhe provocava a estranheza de sensações mas que, em simultâneo, lhe era familiar.
Simplesmente não sabia e esquecera, mas achava que nunca era tarde para voltar a descobrir…
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