Um sol muito brilhante despertou no horizonte, tímido e sorrateiro, acautelando-se, para que ninguém se assuste com a sua aparição.
Ah, mas eu observava-o… Seguia-lhe o rasto, enquanto as casas, as ruas, as estradas, os edifícios, ainda se encontravam adormecidos, repousando as suas mentes em grandes travesseiros cor-de-rosa.
Todavia, eu há muito que não repousava em travesseiros de qualquer espécie…A mudança chicoteava-me o corpo, arregalava-me as pálpebras, fazia-me divagar por entre estrelas distantes, sóis desconhecidos e planetas camuflados; a mudança…A necessidade impulsiva e tresloucada da mudança, o desejo inexperiente e tosco de mudar, a ânsia de cerrar os dentes e agarrar uma nova forma de algo...
Uma forma de algo proibido e desconhecido, era isso a mudança. Uma forma subtil de abandonar o que jaz obsoleto, num chão de madeira lascada pelo tempo, é isso a mudança. Uma forma heróica de admitir que o antigo não satisfaz, o presente não sacia e só o futuro acalma, será isso a minha mudança.
Não sei porque quero mudar, nem sei se é por mim, se é para mim…
Porém, necessito somente de mudar, de alinhar os cabelos desgrenhados pelo vento dos dias secos e poluídos, de consertar os objectos esquecidos na cave escura das memórias, de sussurrar palavras ternas no ouvido que só tem escutado injúrias, de gritar orgulhosamente o que sempre prendi dentro das quatro paredes do músculo cardíaco…Necessito somente de inovar, de me libertar, de querer com a força das marés, com a persistência de uma criança teimosa e com a saudável ambição que sempre me guiou.
Os cabelos desgrenhados alinham-se agora, numa simetria perfeita e quase desconhecida, por detrás das duas orelhas escondidas e atentas, tocando casualmente as faces estreitas e os olhos vulgares.
O início da mudança custou e demorou, no entanto, surgiu, cheio de vontades aferrolhadas num frasco de vidro, qual Blimunda reemergindo, durante uma madrugada primaveril, despontadora de paixões impossíveis e imprevisíveis e vontades inexplicáveis e ousadas.
Ainda há tanto para mudar…
Ah, mas eu observava-o… Seguia-lhe o rasto, enquanto as casas, as ruas, as estradas, os edifícios, ainda se encontravam adormecidos, repousando as suas mentes em grandes travesseiros cor-de-rosa.
Todavia, eu há muito que não repousava em travesseiros de qualquer espécie…A mudança chicoteava-me o corpo, arregalava-me as pálpebras, fazia-me divagar por entre estrelas distantes, sóis desconhecidos e planetas camuflados; a mudança…A necessidade impulsiva e tresloucada da mudança, o desejo inexperiente e tosco de mudar, a ânsia de cerrar os dentes e agarrar uma nova forma de algo...
Uma forma de algo proibido e desconhecido, era isso a mudança. Uma forma subtil de abandonar o que jaz obsoleto, num chão de madeira lascada pelo tempo, é isso a mudança. Uma forma heróica de admitir que o antigo não satisfaz, o presente não sacia e só o futuro acalma, será isso a minha mudança.
Não sei porque quero mudar, nem sei se é por mim, se é para mim…
Porém, necessito somente de mudar, de alinhar os cabelos desgrenhados pelo vento dos dias secos e poluídos, de consertar os objectos esquecidos na cave escura das memórias, de sussurrar palavras ternas no ouvido que só tem escutado injúrias, de gritar orgulhosamente o que sempre prendi dentro das quatro paredes do músculo cardíaco…Necessito somente de inovar, de me libertar, de querer com a força das marés, com a persistência de uma criança teimosa e com a saudável ambição que sempre me guiou.
Os cabelos desgrenhados alinham-se agora, numa simetria perfeita e quase desconhecida, por detrás das duas orelhas escondidas e atentas, tocando casualmente as faces estreitas e os olhos vulgares.
O início da mudança custou e demorou, no entanto, surgiu, cheio de vontades aferrolhadas num frasco de vidro, qual Blimunda reemergindo, durante uma madrugada primaveril, despontadora de paixões impossíveis e imprevisíveis e vontades inexplicáveis e ousadas.
Ainda há tanto para mudar…
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