sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Hoje, o texto não é meu...
Hoje, dei direito a alguém que sente o que escreve...
Hoje, tenho o prazer de ceder o lugar de postagem à "minha Maluca"...
Hoje, a recôndita parte é dela...
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Este é o momento a partir do qual começo a magoar-te
Devagar, num suspiro a mais,
Num passo de magia que já não fazemos
Com medo de sair mal.
Este é o momento a partir do qual já só vês destruição
No que tenho para te dar.
Já não tenho mais os braços cheios de rosas
Nem vontade de tê-las para ti.
Há só o que fomos e o não saber o
Que fazer com isso.
Há as mãos atrapalhadas que num hábito repetido
Procuram as tuas, ainda que não haja
Nada mais para te dar. Nem sequer as mãos.
Este é o momento em que as linhas que nos sustentam
Começam a ceder a uma palavra fora do sítio.
Perdemos a capacidade de nos inventar,
E confundimos a filosofia com os sentimentos
Nas discussões acesas e repetidas.
O que tu és, tudo o que tu és, e eu não sou. Nem quero.
Tudo o que no principio não importava
Na rajada de vento forte que era ter alguém
A quem dar a mão.


Mariana Dias Pereira

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