Acordei embrulhada em lençóis esfarrapados, antigos, sujos…No chão, roupa espalhada, calçado variado, sonhos rasgados por entre desejos vãos, num misto de tristeza e angústia ritmadas por uma música rouca de sucessivas repetições.
Ergui-me ressacada de uma tal tristeza que começava não sei onde, percorria-me todo o corpo e não acabava nem sei porquê.
Lá estavas tu, plantada numa sala escura e vazia, escondida de um mundo em que sempre havias serpenteado com tanta mestria, dignidade e vontade; contudo, agora, que eras tu naquela sala obsoleta? A vontade tinha sido deixada algures entre os destroços dos sonhos rasgados que varriam o chão, a mestria e a dignidade sempre as mantinhas mas, de tanta repetição, roucas como aquela música que me acordara, despegavam-se de ti e tu não te sentias tentada a segurá-las…Dizias que já não faziam sentido, que já não fazias sentido, que já nada fazia sentido.
Quantas vezes te aconchego os lençóis perfumados e macios ao rosto que, suavemente, te beijo, para que saibas que cheguei? Quantas vezes te demonstrei o meu carinho só por me sorrires?
Todavia, já nada disso conta; já nada disso te dá força para que voltes a agarrar a vontade; as tuas lágrimas dilaceram-me o coração por me ver ineficaz num beco com inúmeras saídas, mas que para ti só apresenta uma, hedionda e ridícula.
As pessoas conseguem ser ridículas.
Os sentimentos que te inflamam também conseguem ser ridículos.
A dor que todos os dias emano pelos sentimentos que te inflamam, devido a pessoas e causas ridículas é dilacerante, mas não menos ridícula.
Fecho os olhos e anseio um dia melhor. Nada mais posso fazer a não ser desejar que o tempo passe, que eu passe, que todos passemos…
Tenho aprendido a revoltar-me contra as minhas guerras interiores, autênticas batalhas heróicas, mas nunca me ensinaste como haveria de lutar contra as tuas…Choro, mas não é por mim; choro, por ti, por todos nós, que guerreamos e circuitamos caminhos tão íngremes e, em plenos planaltos, largamos a vontade e queremos desistir.
Nunca podes desistir…Tu não!
Ergui-me ressacada de uma tal tristeza que começava não sei onde, percorria-me todo o corpo e não acabava nem sei porquê.
Lá estavas tu, plantada numa sala escura e vazia, escondida de um mundo em que sempre havias serpenteado com tanta mestria, dignidade e vontade; contudo, agora, que eras tu naquela sala obsoleta? A vontade tinha sido deixada algures entre os destroços dos sonhos rasgados que varriam o chão, a mestria e a dignidade sempre as mantinhas mas, de tanta repetição, roucas como aquela música que me acordara, despegavam-se de ti e tu não te sentias tentada a segurá-las…Dizias que já não faziam sentido, que já não fazias sentido, que já nada fazia sentido.
Quantas vezes te aconchego os lençóis perfumados e macios ao rosto que, suavemente, te beijo, para que saibas que cheguei? Quantas vezes te demonstrei o meu carinho só por me sorrires?
Todavia, já nada disso conta; já nada disso te dá força para que voltes a agarrar a vontade; as tuas lágrimas dilaceram-me o coração por me ver ineficaz num beco com inúmeras saídas, mas que para ti só apresenta uma, hedionda e ridícula.
As pessoas conseguem ser ridículas.
Os sentimentos que te inflamam também conseguem ser ridículos.
A dor que todos os dias emano pelos sentimentos que te inflamam, devido a pessoas e causas ridículas é dilacerante, mas não menos ridícula.
Fecho os olhos e anseio um dia melhor. Nada mais posso fazer a não ser desejar que o tempo passe, que eu passe, que todos passemos…
Tenho aprendido a revoltar-me contra as minhas guerras interiores, autênticas batalhas heróicas, mas nunca me ensinaste como haveria de lutar contra as tuas…Choro, mas não é por mim; choro, por ti, por todos nós, que guerreamos e circuitamos caminhos tão íngremes e, em plenos planaltos, largamos a vontade e queremos desistir.
Nunca podes desistir…Tu não!
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