Numa noite de insónia gelada, vagueava por becos solitários e recalcados na minha mente, vasculhando lugares que todos os dias se vão afundando na cave catastrófica das recordações…
Ah, nostalgia! Lá estavas tu, num canto abandonado à pressa, deixado entre a amargura de um último beijo e a esperança de um novo eterno amor. Mais um engano, mais uma irónica partida dos fados amorosos, mais uma doméstica loucura cometida pela imaturidade que me caracterizava na altura…
Não fui eu quem se converteu a um amor eterno e bucólico.
Não sou eu quem se consome em pensamentos vãos e impróprios, desculpando-me de um qualquer estado inconsciente e adormecido.
Não serei eu quem vai ceder a mais umas efémeras horas que valerão dúvidas existenciais que terei de largar algures onde te deixei a ti, um dia.
Um dia, deixei-te.
Um dia, reencontrei-te e deixei que voltasses a presentear-me com a aurora que enganadoramente trazias. Nesse dia, que se esvaiu tão repentinamente, tornaste-te um vício que cedo se tornou controlável e inofensivo, um vício que nem sequer era bom, extremamente arrebatador, como um daqueles teus cigarros fumegantes.
Nesse dia, ou no dia a seguir? Não me lembro, porque o tempo simplesmente tem continuado a chicotear as planícies da existência, nem sei bem se a história já acabou; não sei se tu ainda estás na minha cave solitária ou se deambulas sem pedires autorização pela amarga realidade, sempre dulcíssima. Procuro-te e só te encontro quando não quero, algures numa montanha de desejo sórdido e reprovável, um desejo embaraçoso que me leva a passar à tua porta de mãos dadas com um amor a quem te escondo, um amor quase idílico e imperceptível que não resistiria ao saber da tua existência.
Sento-me e aqueço as mãos. Fecho os olhos. Um abraço quente e forte envolve-me. Não sei quem é…Luto para sabê-lo e não sei, visto que há histórias que simplesmente não têm um fim, pois nunca começaram mesmo, pois nunca deviam ter começado, pois nunca deverão terminar.
Ah, nostalgia! Lá estavas tu, num canto abandonado à pressa, deixado entre a amargura de um último beijo e a esperança de um novo eterno amor. Mais um engano, mais uma irónica partida dos fados amorosos, mais uma doméstica loucura cometida pela imaturidade que me caracterizava na altura…
Não fui eu quem se converteu a um amor eterno e bucólico.
Não sou eu quem se consome em pensamentos vãos e impróprios, desculpando-me de um qualquer estado inconsciente e adormecido.
Não serei eu quem vai ceder a mais umas efémeras horas que valerão dúvidas existenciais que terei de largar algures onde te deixei a ti, um dia.
Um dia, deixei-te.
Um dia, reencontrei-te e deixei que voltasses a presentear-me com a aurora que enganadoramente trazias. Nesse dia, que se esvaiu tão repentinamente, tornaste-te um vício que cedo se tornou controlável e inofensivo, um vício que nem sequer era bom, extremamente arrebatador, como um daqueles teus cigarros fumegantes.
Nesse dia, ou no dia a seguir? Não me lembro, porque o tempo simplesmente tem continuado a chicotear as planícies da existência, nem sei bem se a história já acabou; não sei se tu ainda estás na minha cave solitária ou se deambulas sem pedires autorização pela amarga realidade, sempre dulcíssima. Procuro-te e só te encontro quando não quero, algures numa montanha de desejo sórdido e reprovável, um desejo embaraçoso que me leva a passar à tua porta de mãos dadas com um amor a quem te escondo, um amor quase idílico e imperceptível que não resistiria ao saber da tua existência.
Sento-me e aqueço as mãos. Fecho os olhos. Um abraço quente e forte envolve-me. Não sei quem é…Luto para sabê-lo e não sei, visto que há histórias que simplesmente não têm um fim, pois nunca começaram mesmo, pois nunca deviam ter começado, pois nunca deverão terminar.
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