A brisa fresca e perpetuadora banhava-me clandestinamente, enquanto eu erguia os meus olhos e te avistava, no fundo do meu horizonte, no meio duma multidão cujos rostos eram indecifráveis. Porém eu conseguia ver-te e sentir-te. A tua presença despertava a minha atenção, acicatando o meu subconsciente deveras perdido.
Repentinamente a tua vista também me alcançou, os teus olhos encontraram-se com os meus e sorriram regozijados. Simultaneamente direccionámo-nos um para o outro. Os nossos corpos moviam-se maquinalmente, enquanto a alma, essa alentava-se com o reencontro e ansiava voltar a sentir-te. A distância entre nós dois havia-se agora encurtado ainda mais e a atracção era incontestável.
Finalmente alcançámo-nos; os teus braços envolveram o meu corpo extasiado; a tua boca percorreu toda a minha face; os teus olhos observaram-me minuciosamente como que a procurar eventuais alterações em mim, percorrendo-me desde o mais fino fio de cabelo até ao mais inferior ponto dos meus tacanhos pés. Nada mudara em mim, tu sabia-lo. Ficámos assim unidos naquele abraço envolvente que fez parar o mundo, pelo menos o meu e o teu que, novamente, se haviam unido num só.
Seguimos de mãos dadas, passeámo-nos por aquele parque revigorante e calmo que passaria a ser o nosso local, o começo do nosso mundo. Permanecemos em silêncio pois aquele momento era inesquecível, pleno em gesto e sentimentos, mudo de palavras.
Subitamente estagnaste, olhaste-me de novo, pela milésima vez, mas do mesmo modo que me olharas pela primeira, tão verdadeiro e terno quanto antes. Eu amava-te, tu amavas-me, porém era segredo, dado que caímos no egoísmo (ou deverei dizer encanto?) de preservar somente em nós aquele sentimento tão puro, tão belo que nos consumia; de omitirmos a todos que na penumbra do nosso parque, para muitos sombrio, nos amávamos mas que isso chegava; éramos simplesmente nós, o mundo nada tinha a ver com isso; naquele momento, o mundo fomos nós.
Estonteados e cansados daquele dia, sentámo-nos, ainda de mãos dadas, num banco apetitoso que nos observava e julgava. O sol descia no horizonte, ameaçando pôr-se e nós, quais perversos desrespeitadores, ousámos controlar o seu habitual movimento que hoje era especial, que hoje era, no fundo, diferente.
O cansaço apoderou-se de ambos, olhámo-nos e sorrimos. A hora de partir avizinhava-se e nós erguemo-nos, seguindo para o mundo real que tanto nos amedrontava, para o mundo real que nos ia julgar e questionar…
Repentinamente a tua vista também me alcançou, os teus olhos encontraram-se com os meus e sorriram regozijados. Simultaneamente direccionámo-nos um para o outro. Os nossos corpos moviam-se maquinalmente, enquanto a alma, essa alentava-se com o reencontro e ansiava voltar a sentir-te. A distância entre nós dois havia-se agora encurtado ainda mais e a atracção era incontestável.
Finalmente alcançámo-nos; os teus braços envolveram o meu corpo extasiado; a tua boca percorreu toda a minha face; os teus olhos observaram-me minuciosamente como que a procurar eventuais alterações em mim, percorrendo-me desde o mais fino fio de cabelo até ao mais inferior ponto dos meus tacanhos pés. Nada mudara em mim, tu sabia-lo. Ficámos assim unidos naquele abraço envolvente que fez parar o mundo, pelo menos o meu e o teu que, novamente, se haviam unido num só.
Seguimos de mãos dadas, passeámo-nos por aquele parque revigorante e calmo que passaria a ser o nosso local, o começo do nosso mundo. Permanecemos em silêncio pois aquele momento era inesquecível, pleno em gesto e sentimentos, mudo de palavras.
Subitamente estagnaste, olhaste-me de novo, pela milésima vez, mas do mesmo modo que me olharas pela primeira, tão verdadeiro e terno quanto antes. Eu amava-te, tu amavas-me, porém era segredo, dado que caímos no egoísmo (ou deverei dizer encanto?) de preservar somente em nós aquele sentimento tão puro, tão belo que nos consumia; de omitirmos a todos que na penumbra do nosso parque, para muitos sombrio, nos amávamos mas que isso chegava; éramos simplesmente nós, o mundo nada tinha a ver com isso; naquele momento, o mundo fomos nós.
Estonteados e cansados daquele dia, sentámo-nos, ainda de mãos dadas, num banco apetitoso que nos observava e julgava. O sol descia no horizonte, ameaçando pôr-se e nós, quais perversos desrespeitadores, ousámos controlar o seu habitual movimento que hoje era especial, que hoje era, no fundo, diferente.
O cansaço apoderou-se de ambos, olhámo-nos e sorrimos. A hora de partir avizinhava-se e nós erguemo-nos, seguindo para o mundo real que tanto nos amedrontava, para o mundo real que nos ia julgar e questionar…
Mas será que ainda ninguem comentou isto? Insensíveis... :S
ResponderExcluirPois é... hoje dedikei um bokadinho do meu tempo a ler o teu blog e gostei mt mt mt sabias? :P
Tens cá um jeito pa estas cenas amori... ;)
Amt tanto tanto tanto k tu nem imaginas!!!
Miss ya a lot!
*bjs fofox*
Donovan (kem é k havia d ser... duh!)
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LINDO!!! PURA POESIA!!
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