Frio, feio, fraco…
Num tum-tum desesperadamente fraco e feio, tenta sair das cavidades musculares que o contornam e aprisionam…
É uma imagem redonda, suja, esfumada com tempo e feridas…Não sei o que é, donde vem, porque vem…porquê agora?
Um dia já foste quente, belo, vigoroso…Uma imagem bem definida, com todas as dimensões bem delimitadas, todas as cores individualizadas, resplandecente, e tão simples…
O vento assola os cantos do quarto branco, com paredes manchadas com fotografias de um século que já passou; esse vento frio, de um fim de Inverno que ousa meter o pé direito na estação que não é a sua, chicoteia o meu corpo nu e sozinho…
Faz-me acordar…
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