De regresso ao barulho e às luzes, mas não da ribalta.
O pano continua caído, com as franjas a roçar preguiçosamente o chão poeirento, de madeira velha, que já data de há séculos.
E nada muda…
Nem o sol bate de maneira diferente na vidraça pequena da janela da mesma casa, cujas paredes foram coloridas de um rosa morto, que nos percepciona a passagem do tempo.
E nada muda…
Os mesmos pássaros continuam a pousar na árvore solitária, que se ergue soberbamente no campo longínquo, do outro lado do rio.
E nada muda…
As grossas gotas de chuva continuam a enganar com um início de dia solarengo; num sol que surge sempre timidamente no horizonte mas que acaba por se esconder, tal como tu continuas a fazer, num jogo de esconde-esconde quase infantil.
E nada muda…
Os teus olhos continuam a expressar o mesmo de todos os dias, desde as últimas semanas, meses, anos…E eu, que sempre tentei arrastar habilmente as cortinas que escondiam algo mais profundo e intenso, continuo a desejá-lo, sem esperar nada em troca.
E nada muda…
A tua segurança, enquanto deslizas pelo corredor de todos os dias, assemelha-se à que sempre te atribui, desde o primeiro dia, desde o primeiro olhar, desde o primeiro sorriso.
E nada muda…
A maneira calma como falas, como se o mundo lá fora não existisse para ti, nem para mim, continua a saber a tanto e a tudo o que sei e o que não sei.
E nada muda…
O desejo de te abraçar e amar manteve-se, talvez tenha crescido…
Secalhar algo muda…
O teu desconhecimento das causas para a minha tão grande atenção começou a dissipar-se por entre as palavras que eu solto inconscientemente, num misto de curiosidade e ternura.
E algo começa a mudar…
Até ao dia em que o sol já não tocou os vidros impecavelmente limpos, da casa rosa-velho.
Até ao dia em que eu já não me escondi e o sol brilhou radiantemente.
Até ao dia em que eu proferi todas as palavras que, até então, prendera numa minha qualquer parte camuflada.
Até ao dia em que, depois do sol radiante, apenas anoiteceu e as gotas grossas de chuva tinham origem e fim no quarto de todos os dias, na cama fria de todos os dias, agora vazia de segredos e emoções.
Algo mudou…
O pano continua caído, com as franjas a roçar preguiçosamente o chão poeirento, de madeira velha, que já data de há séculos.
E nada muda…
Nem o sol bate de maneira diferente na vidraça pequena da janela da mesma casa, cujas paredes foram coloridas de um rosa morto, que nos percepciona a passagem do tempo.
E nada muda…
Os mesmos pássaros continuam a pousar na árvore solitária, que se ergue soberbamente no campo longínquo, do outro lado do rio.
E nada muda…
As grossas gotas de chuva continuam a enganar com um início de dia solarengo; num sol que surge sempre timidamente no horizonte mas que acaba por se esconder, tal como tu continuas a fazer, num jogo de esconde-esconde quase infantil.
E nada muda…
Os teus olhos continuam a expressar o mesmo de todos os dias, desde as últimas semanas, meses, anos…E eu, que sempre tentei arrastar habilmente as cortinas que escondiam algo mais profundo e intenso, continuo a desejá-lo, sem esperar nada em troca.
E nada muda…
A tua segurança, enquanto deslizas pelo corredor de todos os dias, assemelha-se à que sempre te atribui, desde o primeiro dia, desde o primeiro olhar, desde o primeiro sorriso.
E nada muda…
A maneira calma como falas, como se o mundo lá fora não existisse para ti, nem para mim, continua a saber a tanto e a tudo o que sei e o que não sei.
E nada muda…
O desejo de te abraçar e amar manteve-se, talvez tenha crescido…
Secalhar algo muda…
O teu desconhecimento das causas para a minha tão grande atenção começou a dissipar-se por entre as palavras que eu solto inconscientemente, num misto de curiosidade e ternura.
E algo começa a mudar…
Até ao dia em que o sol já não tocou os vidros impecavelmente limpos, da casa rosa-velho.
Até ao dia em que eu já não me escondi e o sol brilhou radiantemente.
Até ao dia em que eu proferi todas as palavras que, até então, prendera numa minha qualquer parte camuflada.
Até ao dia em que, depois do sol radiante, apenas anoiteceu e as gotas grossas de chuva tinham origem e fim no quarto de todos os dias, na cama fria de todos os dias, agora vazia de segredos e emoções.
Algo mudou…
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