Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.)
Álvaro de Campos
Querido,
Hoje olhei-te no dédalo de sentimentos que me penetraram. Quis cumprimentar-te quando longinquamente te avistei, mas não pude…Ias numa qualquer direcção oposta, inatingível e intocável para mim.
Hoje olhei-te no dédalo de sentimentos que me penetraram. Quis cumprimentar-te quando longinquamente te avistei, mas não pude…Ias numa qualquer direcção oposta, inatingível e intocável para mim.
Meu querido, hoje quis passear contigo, por jardins interditos, exclusivos da minha mente; quis partilhar contigo um ocaso, com as nossas mãos enlaçadas, os nossos braços a rodear o corpo um do outro; quis beijar-te; quis ofertar-te todo o carinho que gero bem dentro de mim, longe de olhares, longe de suspeitas, longe de tudo.
Meu querido, hoje acordei triste por, mais um dia, viver sem te ter; por, mais um dia, apenas sobreviver; triste por nada ser suficientemente grande para mostrar o que palavras e actos jamais farão.
Meu querido, hoje acordei só para te escrever, sem dizer nada, para além de um tanto indizível. Escrevi e nada disse; palavras desconexas flúem sem pedir permissão e eu sinto-me ignara por não poder, não querer, não conseguir, enfim, não dizer o que todos esperam e querem. Também esperas por esse todo demonstrável mas intraduzível?
Meu querido, por hoje adormecerei com o travo desta saudade infundamentada; por hoje sonharei com os teus lábios; por hoje ficarei com o desejo insaciável de te desejar uma boa noite e ceder a impulsos e promessas, um dia infantis.
Com um beijo sôfrego e apaixonado da sempre tua,
Com um beijo sôfrego e apaixonado da sempre tua,
Gui
Afinal de contas...Todas as cartas de amor são ridiculas...
ResponderExcluirComo diz o mestre... As memórias das cartas é que sao ridículas.
Aas cartas de amor agora.. não são de forma alguma ridiculas...são quentinhas e deliciosamente boas pa libertar o sentimento.
Enfim
Vinho verde*
Love-it
ridiculo e nao saber escrever ninhuma. um comentario! tinhas saudades hm?
ResponderExcluirler doeu embora a dor estivesse apenas guardada para um dia mais tarde ser consequencia. ler doeu porque lembra e antevê.
Hoje é tudo tão ridiculo, porque haveriam as cartas de amor não o ser também?!
ResponderExcluirRidiculas, mas saborosas e... tudo mais.
A mim é que ninguém me escreve cartas de amor.. :(
:P
Gostei. Já sabia que eras tu... és inconfundivel.
:)
Amo vc.
*
Aposto que a menina adora receber cartas de amor, ridiculas ou não são cartas de amor!E sabendo nós que quem as manda é alguem que nos ama de verdade. . é um mundo fanstastico ( de ilusão?)... ;P Perco-me na tua escrita com palavras nunca antes proferidas por mim, mas que lá no fundo me fazem bem . . pq?! não sei.. começo a gostar da minha bananinha!!
ResponderExcluirbeijoes para si ***
tenho de escrever uma carta...
ResponderExcluirsnif..
*
(nos dias k correm, nao tenho grande vontade de comentar nada.....so......coise..)
Brilhante Guijuxa!! Tocou-me duma maneira indescritivel! De verdade. Adorei adorei adorei!!!
ResponderExcluir*Ovação em pé*
Cada vez melhor!
Sempre um prazer deter-me por aqui.
beijocas