terça-feira, 8 de novembro de 2005

Amor, uma relação de morte?

Antes de passar ao texto, propriamente dito, quero antes felicitar o Vitor (o-preto) pelo agregador de blogs que elaborou e agradecer-lhe por ter posto o meu blog nesse agregador.
Quero ainda referir que este texto, fruto de um pedido da minha companheira Dória, tinha como objectivo inicial integrar no portfolio dela, por forma a que ela conseguisse estabelecer uma espécie de relação entre o amor e a morte.
Aqui fica o que o momento, e a inspiração, me permitiram fazer.
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O poder que os teus olhos exerciam estremeceu-me. Senti um aperto no peito, quando me olhaste, e um tremor percorreu-me todo o corpo, que ansiava por que lhe tocasses. Apesar destas sensações, eu não queria acreditar que existias; apesar do que me acontecia quando te via, negava tudo enquanto os olhos me traíam; apesar da minha vista percorrer todos os espaços em que julgava poder encontrar-te, insistia que nada em mim provocavas…
Caminhei, enfim, no anseio de te alcançar. Necessitava que me olhasses uma vez mais; necessitava que me falasses com o teu ar terno e absorto; necessitava que, pelo menos, me acenasses. Atingia a plenitude só de olhar-te, falar-te, pensar em ti, sentir-te em mim, imaginar-te, bastando permaneceres junto a mim para que eu tivesse uma existência feliz.
_ Olá! – Disseste, sorrindo. Não esperava ver-te por aqui…
(Nem eu esperava ter ido até ali!)
_ Pois… – hesitei. Ele ia desmascarar-me.
_ Precisei de espaço para libertar os meus pensamentos que, ultimamente, me têm enlouquecido.
Desta feita estraguei tudo. Olhavas-me agora como se fosse realmente louca, desconhecendo que a minha única loucura era ter ido até ali só para te lobrigar, na expectativa que me também visses e, quiçá, falasses; desconhecendo que eras tu o culpado da minha insanidade.
Continuámos uma pseudo-conversa, dirigida por mim, que mais parecia um monólogo em que eu te bombardeava com perguntas fúteis e tu, com um ar aborrecido mas sempre educado, respondias com enunciados abreviados, na tentativa de findar aquele proscénio.
Desejava ficar ali contigo sempre e para sempre. Toquei-te na mão, com um ar casual mas intenção escondida no ar angelical e distraído. Naquele momento sim, apercebeste-te de tudo, começaras finalmente a desvendar o meu interesse. Soltaste a tua mão e despediste-te apressadamente, querendo esquivar-te de mim e de todo aquele triste episódio.
Vendo-te partir, sem sequer olhar para trás, para o local onde me encontrava, as pernas fraquejaram e pousei os joelhos abruptamente no chão. A primeira lágrima percorreu-me a face e cessou quando atingiu o queixo; foi a primeira e a única que ousou indiciar-me como frágil. Contudo, eu não queria saber se o era ou não, só queria saber de ti. Amava-te, sim, era esse o problema, amar-te!
Já não emergias do meu horizonte, porém sentia ainda a tua presença, uma vez que o teu odor fascinante embrenhara-se pela atmosfera que te precedia e me inundava.
Subitamente recordei todos os episódios que vivêramos e que pareciam tão longínquos…Estava agora sentada, enrolada sobre mim própria, servindo-me de assento a terra batida poeirenta. Doía tanto ver-te desertar e saber que não mais voltarias, pois os teus olhos nunca enganam, são puros e dóceis, tal como tu, demasiado bom para me dizeres o que sentias, ou não sentias.
Fiquei naquele local, instantes antes perfeito, e as poucas pessoas que passavam julgavam-me demente. No entanto, eu não o era, no fundo agora eu não era mais do que um corpo perdido num mundo a que não pertencia. A alma, levara-la contigo e, com ela, todos os sentimentos que a penetravam, ficando somente um corpo, um corpo despido de qualquer emoção. Morri, morri para mim, já não me considero gente, nem a gente me considera gente. Sou uma pedra lascada pela doença que um dia me fez voar e que, porém, me matou. Vivo num pântano solitário e não sinto…o que é sentir?

5 comentários:

  1. Esquesito...:S nao aparece a cena k puses.t antes :\ n sei o k se passa... bou ver :x

    gxtei do post...

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  2. patty...patty...patty...definitivamente erraste o curso! sim senhora muito profundo e extremamente real..mas..tendo em conta a nossa tardada deverias acrescentar algo como:

    "Só pra dizer que te Amo,
    Nem sempre encontro o melhor termo,
    Nem sempre escolho o melhor modo.

    Devia ser como no cinema,
    A língua inglesa fica sempre bem
    E nunca atraiçoa ninguém.

    O teu mundo está tão perto do meu
    E o que digo está tão longe,
    Como o mar está do céu.

    Só pra dizer que te Amo
    Não sei porquê este embaraço
    Que mais parece que só te estimo.

    E até nos momentos em que digo que não quero
    E o que sinto por ti são coisas confusas
    E até parece que estou a mentir,
    As palavras custam a sair,
    Não digo o que estou a sentir,
    Digo o contrário do que estou a sentir.

    O teu mundo está tão perto do meu
    E o que digo está tão longe,
    Como o mar está do céu.

    E é tão difícil dizer amor,
    É bem melhor dizê-lo a cantar.
    Por isso esta noite, fiz esta canção,
    Para resolver o meu problema de expressão,
    Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
    Ficar mais perto, bem mais de perto."

    Devias seguir os conselhos da tomatxi and DO SOMETHING!

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  3. "Doía tanto ver-te desertar e saber que não mais voltarias, pois os teus olhos nunca enganam, são puros e dóceis, tal como tu, demasiado bom para me dizeres o que sentias, ou não sentias."

    Parabéns, muito bom este texto. e essa música dos clã, linda!
    continua a regalar-me as vistas com os textos bonitos **

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  4. E é claro q eu tinha q comentar nao é coisinha? =) alias,quem melhor q eu, q fui a primeira a ler enqt o escrevias na aula da nossa rosinha?:P a serio amor, eu a tomate e o tiago so na mopi..mas tu, fogo tu tens futuro..nc deixes de acreditar nisso, snao claro cá vou tar eu pa te abrir os olhinhos..Não faço outra coisa!! :P so tenho pena q por x's nao chegues as conclusoes a q eu gostva q chegasses..mas com o tempo e com o convivio aqui k a je chegarás la..:P
    Vdd amor, ta excelente..e td se torna mais perceptivel qd nos identificamos com algumas coisas q lemos, o q tenho q confessar, acontece-me MTAS xs qd leio coisas escritas por ti.. =)
    Mas a minha intenção ao fazer este comment, nao e elogiar-te..tu sbs bem o q vales e alem disso qq pessoa o pode fazer! so te quero relembrar q tou aqui para TUDO, todos os momentos bons ou maus, sabes q podes contar..da mesma forma q eu conto cntg, ate para contar aqls sonhos estupidos q trazem ao de cima tudo o q eu quero esquecer..=/ e isto nem todas as pessoas te podem dizer..pelo - sendo sinceras.. 1 beijinho continua assim..Adrt* [A tua coisinha=P]

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  5. Mt à frente, mt à frente mm...
    Continua assim, vale tudo menos desistir...

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