Que dia mais desconsolante! Acordei e olhei para aquele objecto negro de visor escarlate que me avisava quão atrasada estava para enfrentar mais um dia de merda.
Levantei-me e direccionei-me para a banheira ainda meio estremunhada e com o corpo pesado e dolente. Uma lufada de ar, proveniente duma qualquer esquecida janela aberta, trouxe-me à memória o teu cheiro. Imaginei-me então de novo envolvida por ti, quando os teus braços me apertavam junto ao teu peito ofegante e não me desamarravam.
Durante o meu banho estimulante imaginei tantos pequenos episódios que vivemos juntos e perguntei-me de novo, pela milésima vez, por que é que tudo havia desaparecido tão repentinamente, sem advertência prévia. Senti saudades, cruelmente não por te amar, mas por sentir a falta de fazê-lo, por sentir a falta que me amasses, por sentir a falta daquele pequeno mundo que um dia construímos e no qual só vivíamos nós.
Apressei-me, estava cada vez mais atrasada. Vesti-me num ápice e saí, dirigindo-me àquele mundo repleto de imbecis que me zombariam ou que me julgariam só mais uma coitada. Enfureci-me logo que avistei aquele ambiente repugnante que agora só esporadicamente reluzia quando alguma das minhas estrelas ousava avivar-me, mostrando-me a minha restrita importância.
Ficou tudo tão diferente, tão mais dúbio desde que não fazes parte do meu mundo, o mundo que me ajudaste a construir e do qual te rejeitei, do mundo físico em que me movo, já tão antigo, mas que contudo se começa a tornar pungente.
Inesperadamente revejo-te nas velhas mesas de mármore branco sujo que tantas vezes dividimos. Julguei estar ainda a dormir e foquei o ponto em que julgava ter-te mirado. Não eras tu, ou pelo menos a imagem não correspondia ao que eu queria, à pessoa que foras durante os tempos que partilhámos. Eras agora alguém facilmente ignoto, rodeado de elementos masculinos e femininos, um pouco como tu, que te idolatravam e que, contudo, mal te conheciam. Porém não vivias sem eles pois não conseguias; sentias-te um brinquedo antiquado, colocado numa prateleira coberta de pó, para sempre esquecido. De momento eram eles (e elas) o teu novo mundo.
Segui o meu caminho e, confrontada com a verdade de que tu já arranjaras um mundo e eu ainda não tinha conseguido encaixar em nenhum daqueles que me surgiam ou me impingiam, pontapeei, revoltada, uma pedra que me barrara, rolando para bem longe e que, apesar de me ter magoado, deixou de ser um problema.
Levantei-me e direccionei-me para a banheira ainda meio estremunhada e com o corpo pesado e dolente. Uma lufada de ar, proveniente duma qualquer esquecida janela aberta, trouxe-me à memória o teu cheiro. Imaginei-me então de novo envolvida por ti, quando os teus braços me apertavam junto ao teu peito ofegante e não me desamarravam.
Durante o meu banho estimulante imaginei tantos pequenos episódios que vivemos juntos e perguntei-me de novo, pela milésima vez, por que é que tudo havia desaparecido tão repentinamente, sem advertência prévia. Senti saudades, cruelmente não por te amar, mas por sentir a falta de fazê-lo, por sentir a falta que me amasses, por sentir a falta daquele pequeno mundo que um dia construímos e no qual só vivíamos nós.
Apressei-me, estava cada vez mais atrasada. Vesti-me num ápice e saí, dirigindo-me àquele mundo repleto de imbecis que me zombariam ou que me julgariam só mais uma coitada. Enfureci-me logo que avistei aquele ambiente repugnante que agora só esporadicamente reluzia quando alguma das minhas estrelas ousava avivar-me, mostrando-me a minha restrita importância.
Ficou tudo tão diferente, tão mais dúbio desde que não fazes parte do meu mundo, o mundo que me ajudaste a construir e do qual te rejeitei, do mundo físico em que me movo, já tão antigo, mas que contudo se começa a tornar pungente.
Inesperadamente revejo-te nas velhas mesas de mármore branco sujo que tantas vezes dividimos. Julguei estar ainda a dormir e foquei o ponto em que julgava ter-te mirado. Não eras tu, ou pelo menos a imagem não correspondia ao que eu queria, à pessoa que foras durante os tempos que partilhámos. Eras agora alguém facilmente ignoto, rodeado de elementos masculinos e femininos, um pouco como tu, que te idolatravam e que, contudo, mal te conheciam. Porém não vivias sem eles pois não conseguias; sentias-te um brinquedo antiquado, colocado numa prateleira coberta de pó, para sempre esquecido. De momento eram eles (e elas) o teu novo mundo.
Segui o meu caminho e, confrontada com a verdade de que tu já arranjaras um mundo e eu ainda não tinha conseguido encaixar em nenhum daqueles que me surgiam ou me impingiam, pontapeei, revoltada, uma pedra que me barrara, rolando para bem longe e que, apesar de me ter magoado, deixou de ser um problema.
:\ sei bem do Q falas,d quem falas..So espero q saibas q esta estrela ta smp aqui para t puxar de novo á vida,como em muitas outras vezes tu o fizes.t=)
ResponderExcluirAdrt mlhérr*
T.M.
EStou estupefacta...não pensava q ainda poderias sentir.t assim kando o ves!
ResponderExcluirao ler o q escreves.t..lembrei.m de repente dessa msm imagem dele nas mesas...mas uma imagem completamente da tua,obviamente,e sera k poderei imaginar o k sentes?!...axu k totalmente n...mas parte desse sentimento sim...:|
enfim...tu es forte...e tens tanta gente k ker fzr parte do teu mundo...tanta amiga!
deixa.nos entrar...so faltas tu...e so tu kereres..!=)
às vezes é dificil fazer a pedra rolar.
ResponderExcluirMais um texto lindo, parabéns.
***
Ai tu andas por aqui?
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