Acordei e os meus braços percorreram o espaço vazio em que ociosamente pousavam. Enquanto despertava do estado em que havia repousado nas últimas horas, para que o meu corpo pudesse acalmar da diversão, do barulho, das luzes, da música e de toda a comemoração, pensava em tudo o que se passara há tão poucas horas atrás mas que, no entanto, parecia já tão longínquo e inacessível.
Vi-te, a sorrir-me, como se tudo o que se tinha sucedido não importasse e nada valesse, como se a nossa distância tivesse sido meramente física pois tínhamos estado sempre unidos, em silêncio e sem necessitarmos de qualquer contacto para mantermos a nossa sintonia. A emoção do dia anterior acicatou o meu desejo de estar contigo, fez-me ver que era contigo que eu devia estar, era a teu lado que eu ficava protegida, como que num pequeno nicho de doçura, amor e protecção que ninguém ousaria penetrar e vandalizar, um pequeno paraíso inatingível para os outros.
Foi então que finalmente me ergui daquele estado vegetativo e corri para saber como estavas, que fazias, como te sentias, tal como dantes. Porém, depois de fazê-lo, senti-me patética, como que a crer num regresso ao passado que só seria possível no meu mundo imaginário e extremamente fantasista; nem tu próprio crias nesse regresso. Estavas demasiado ressentido e sabias quão louca e inconsciente eu era; preferias ficar na defensiva e mostrares-me, por fim, que não posso ridicularizar os teus sentimentos, a tua dignidade, o teu estatuto de macho insensível; estavas unicamente revoltado.
Pela primeira vez senti-te realmente longe, impenetrável e frio. Pela primeira vez senti-te inseguro e desdenhoso. Pela primeira vez senti nas tuas palavras mágoa que se acumulava havia muito tempo. Pela primeira vez senti que tinha medo. Pela primeira vez senti-me idiota, infantil e egoísta. Pela primeira vez senti talvez o que tu sentiste. Apesar de tudo, dentro de mim ressoava uma réstia de amor-próprio, apontando-me e murmurando “fizeste o que achaste que seria o melhor não só para ti mas para os dois”.
A manhã já tardava e os sentimentos que se apoderavam de mim vinham a confirmar-se…talvez tudo tivesse deveras mudado. Agora só me resta esperar e ouvir um coração racional ou uma razão sentimental que soprarão para bem longe toda a minha frieza…terei de esperar que tu me perdoes. Será que vale a pena tudo isso?...
Vi-te, a sorrir-me, como se tudo o que se tinha sucedido não importasse e nada valesse, como se a nossa distância tivesse sido meramente física pois tínhamos estado sempre unidos, em silêncio e sem necessitarmos de qualquer contacto para mantermos a nossa sintonia. A emoção do dia anterior acicatou o meu desejo de estar contigo, fez-me ver que era contigo que eu devia estar, era a teu lado que eu ficava protegida, como que num pequeno nicho de doçura, amor e protecção que ninguém ousaria penetrar e vandalizar, um pequeno paraíso inatingível para os outros.
Foi então que finalmente me ergui daquele estado vegetativo e corri para saber como estavas, que fazias, como te sentias, tal como dantes. Porém, depois de fazê-lo, senti-me patética, como que a crer num regresso ao passado que só seria possível no meu mundo imaginário e extremamente fantasista; nem tu próprio crias nesse regresso. Estavas demasiado ressentido e sabias quão louca e inconsciente eu era; preferias ficar na defensiva e mostrares-me, por fim, que não posso ridicularizar os teus sentimentos, a tua dignidade, o teu estatuto de macho insensível; estavas unicamente revoltado.
Pela primeira vez senti-te realmente longe, impenetrável e frio. Pela primeira vez senti-te inseguro e desdenhoso. Pela primeira vez senti nas tuas palavras mágoa que se acumulava havia muito tempo. Pela primeira vez senti que tinha medo. Pela primeira vez senti-me idiota, infantil e egoísta. Pela primeira vez senti talvez o que tu sentiste. Apesar de tudo, dentro de mim ressoava uma réstia de amor-próprio, apontando-me e murmurando “fizeste o que achaste que seria o melhor não só para ti mas para os dois”.
A manhã já tardava e os sentimentos que se apoderavam de mim vinham a confirmar-se…talvez tudo tivesse deveras mudado. Agora só me resta esperar e ouvir um coração racional ou uma razão sentimental que soprarão para bem longe toda a minha frieza…terei de esperar que tu me perdoes. Será que vale a pena tudo isso?...
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