quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

O grito de revolta daqueles que se sentem pressionados

Antes de passar ao post propriamente dito tenho duas coisas a dizer-vos. A primeira é agradecer-vos pelos comments que me fizeram no post anterios, muito obrigada do fundo do coração. Foi um artigo complicado de escrever, que não pretendia angariar comments, mas que, pelos vistos, também vos tocou a todos vós.
Em segundo lugar, quero dizer que este post é para todos vocês, que se sentem pressionados, que se sentem observados pelos outros. Embora tenha uma escrita intimista e na primeira pessoa, expressa os sentimentos de todos vocês que me acompanham e que me transparecem a sensação de que se sentem francamente assim, tal como o post descreverá, sem tempo, ousaria dizer quase a sufocar.
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A alma grita e quer fazer-se ouvir. Os olhares que me atiram, por vezes reprovadores, por outras vezes aprovadores, amedrontam-me e fazem-me pensar mais do que duas vezes, não ouso proferir aquilo a que o meu instinto me incentiva.



O esforço de agir correctamente esgota-me todas as forças, simplesmente sufoca-me; a minha abordagem à minha própria existência é pensada e repensada, tende a não desiludir os meus seres circundantes, julgando eu que se direcciona à não desilusão de mim mesma.



Pergunto-me se toda a saudade que me assombra, a saudade que me inunda sem pedir licença, a saudade gritante que se revolta dentro de mim, a saudade de ser eu própria, sem pensar. Quero recuar até à época em que não tinha todos os olhos postos em mim; não quero “o agora”, em que alguns se mostram esperançados em relação a mim e ao meu futuro, tal como eu própria



O medo da desilusão, não da desilusão dos outros, mas mais o medo de me desiludir a mim, mostra-se cada vez mais presente, subjacente à minha vida, subjacente às minhas acções.



Quero tão pouco, porém tanto, ao mesmo tempo; desejo amar-te, desejo amar-vos, desejo amar-me, contudo não atingi ainda a plenitude que me permita fazê-lo, porque a injusta sociedade persiste de olhos postos em mim, sociedade essa que não só me avalia a mim, avalia-nos a todos nós, amigos ou inimigos.



Tem do conta que te quero para mim, tendo em conta que para além de te querer amar livremente também quero sair bem sucedida. As prioridades são agora aquilo que me fazem entrar em confronto interior. A vida sem o vosso amor não é vida, porém sem sucesso também o não é. Resta-me a mim, atirada ao acaso, definir e estabelecer se posso ou não reunir ambos num só, aglutinar os meus dois maiores desejos e coabitar com eles, seguir a velha máxima “na vida há tempo para tudo”.



Só assim viveria no meu auge, tenho essa certeza no meio de tantas dúvidas. Até lá, aflige-me ter de viver em perpétuo conflito e, ao mesmo tempo, expectante. Todavia, esperançada que essa plenitude a que os meus ideais aspiram concretizar-se-á, nem que seja quando tiver a conotação mais inútil que um dia eu julguei que ela poderia assumir.

5 comentários:

  1. By: Pip0ka

    Sem inspiração...
    Voltaria a escrever tudo o que escreveste como resposta, mas não vale a pena.
    Deixa-me amar-te, ama-me. Deixa-nos amar-te e retribuí da melhor maneira que puderes. Falo por mim e por ELES... sim aquelas 2 meninas e aquele rapazinho que nós sabemos.

    Beijos. Adoro-te!

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  5. eu n li isto, mas tb n preciso.....tudo o k tu fazes é com um empenhamento a 100% logo n tá uma porcaria, tenho a certeza!!!!! e tb n preciso de ler pa saber k são muito interessantes.......espero k te aconteçam muitas coisas boas na vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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