Antes de começar a escrever este post propriamente dito, devo agradecer todos os vossos comentários sempre tão queridos e encorajantes =)
Pipoka...só tenho um conselho, ou melhor, um pedido para te fazer...Quando fazes o teu próprio blog?? Acredito que te ias "safar" muito bem mesmo e acredita que não estou a ser só simpática, já me vais conhecendo e sabes que não sou bem disso!!!
Em relação ao último post que aqui escrevi, devo esclarecer que a data é apenas o dia em que fiz o teste e não tem qualquer significado aqui subentendido, e que quanto à inspiração já lá dizia Fernando Pessoa no seu poema
AUTOPSICOGRAFIA:
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
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Esse comboio de corda
Que se chama coração.
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Ah aquela dor ousou acordar-me pela milésima vez naquela mesma noite. Como seria possível que algo tão incomodativo, tão repelente, me atormentasse a existência durante a minha revigorante noite de sono à qual tenho direito, tal como todos nós??? Seria justo aquele tormento? Será justo todo este tormento pelo qual tenho de passar? Não o tomo como um castigo e acho que de nada vale tentar concluir se o Mundo é ou não justo, uma vez que nao detenho qualquer poder, por mais ínfimo que seja, sobre o mesmo.
É incrível como tudo começa: primeiro é uma simples impressão que mais parece uma comichãozita momentânea, passa depois para picadas mais intensas e esporádicas e, para terminar ou, na maior parte das vezes, para continuar a ser incomodativa e dolorosa, transforma-se num aperto constante e incómodo.
O meu pensamento voa e tenta alcançar mil e uma maneiras para poder camuflar esta sensação injusta, recorro aos recantos da minha memória, é uma procura sem cessar para poder abstrai-me, contudo ela atormenta-me mais e mais... "Procura, procura" penso eu, julgo que é uma boa táctica para me alhear daquela privação de dormir...
Depois de várias tentativas fugazes, vêm-me à memória momentos que jamais lembraria em condições normais, situações que se passaram há tanto tempo, ou talvez tenham sido ontem???, mas a mim tudo me parece distante, até o tempo; esse, o tempo claro, julga-se dono de si mesmo e não passa dum valor, demora o dobro, quissá o triplo a passar, os segundos transformam-se em minutos, que transformar-se-ão em horas e estas em dias e por aí fora...
Mas voltando às memórias que surgem, aparentando janelas que se abrem para uma outra dimensão, são apenas flashes, (credo!!!, preferia não ter usado um estrangeirismo mas não consegui achar melhor), que me iluminam por breves fracções de segundos que, contudo, são interrompidos pela temerosa...
Olho de novo para o despertador, passou algum tempo enfim. Dou por pegar finalmente no sono, algo que já deveria ter acontecido há algumas horas atrás, mergulho no mundo dos sonhos, no qual, embora haja contrariedades, somos quase sempre heróis e heroínas de algo, nem que seja do nosso próprio medo de sonhar.
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ResponderExcluirPost grandeeeee! Mas li todinho! Pois é.. é mesmo incrivel como a dor começa. Picadas, comichão, dorzinhas e depois uma dor que nos incomóda imenso! Sabes uma maneira de elas passarem? Não penses nelas. Esquece-te pura e simplesmente que tens dores. Comigo resulta sempre. Espero que tenha corrido tudo bem. Ainda não tive tempo de falar contigo no msn nem de te visitar pois a minha vida está um caos! Mas arranjo sempre um tempo para ler os teus posts e comentar. Quanto ao teu conselho, ou pedido, já pensei nisso mas não sei. Hoje o meu comment foi pequeno... Não sei o que dizer acercas dessas "coisas" horrorosas que se denominam de dores! Espero que melhores rapidamente.
ResponderExcluirBeijo.
nã gosto desse poema
ResponderExcluirtou em dia d neura